quarta-feira, 10 de junho de 2009

O Tetris, o Xadrez e Tênis, o Boxe e os Esquemas Táticos

Antes de escrever este post, eu gostaria de saber da galera ou deixar, ao menos, uma pergunta a vocês: Quem, por acaso, nunca jogou ou ouviu falar do jogo Tetris? Acredito e muito, que muitos daqui não só ouviram, como também, já jogaram este jogo. E, digo mais, não jogaram apenas na fase infantil e na adolescência, mas, contudo, na fase adulta, principalmente. Sim, pois o Tetris é um jogo de estratégia e para se exercitar a mente, assim como é ler e escrever. Partindo desse pressuposto, é claro, e de seus níveis de dificuldades, que o mesmo Tetris propõe, a quem estiver jogando-o.



Recentemente (primeira semana de junho), o Tetris completou 25 anos. O seu criador é um pesquisador russo, de inteligência artificial Alexey Pajitnov. Era meado de junho de 1984, quando Pajitnov inventou a primeira versão desse jogo, que mais tarde, se transformaria num dos jogos eletrônicos mais populares de todos os tempos.



Porém poucos sabem que a idéia do Tetris, de fato, surgiu durante a Guerra Fria – designação a qual é atribuída ao período histórico de disputas estratégicas e conflitos indiretos entre os Estados Unidos e a União Soviética, compreendendo o período entre o final da Segunda Guerra Mundial (1945) e a extinção da União Soviética (1991) – onde foram feitos diversos testes em computadores russos. E, assim, dessa forma, sem os seus criadores saber ao certo, que ali, em meio a guerra, estava nascendo um game predestinado ao sucesso como aconteceu na verdade.



O Tetris, não é nenhum pouco violento como outros tantos games e famosos são, e o que é pior, sendo de conhecimento de todos nós e ainda jogamos. Na certa, o Tetris é, e me atrevo a dizer nesse espaço, assim como é o escritor gaúcho e colorado Luis Fernando Veríssimo, que quando escreve, escreve brilhantemente, como escreveu certo texto intitulado A era dos centauros. Brilhantes, eles: Tetris e Veríssimo.





No texto citado, Veríssimo aborda o xadrez e o tênis como dois jogos violentíssimos. E ainda, revela que o boxe não é violento, e sim, civilizado. Mas alguém ao ler isso que escrevo, vai perguntar: Como é possível isso? A explicação dele, o Veríssimo, é plausível e é a seguinte:

“No xadrez, você quer de todas as formas aniquilar o seu adversário. Então, parte do tempo em que parece estar pensando no seu próximo lance o jogador de xadrez se dedica a imaginar o que faria com o adversário e sua família se não precisasse se controlar. No tênis, pouca gente sabe que na sua forma original, o tênis consistia em dois jogadores se dando raquetaços até um morrer ou pedir água. Só muito depois os ingleses inventaram a bola e a rede para manter os jogadores separados, mas o instinto assassino de parte a parte continua o mesmo”.


Agora, Veríssimo chega ao boxe. Outra definição e totalmente diferente dos outros dois esportes citados. Vejamos:

“Um esporte civilizado é o boxe. Não há notícia de jogadores de xadrez ou de tênis se abraçando efusivamente depois de uma partida como acontece com lutadores de boxe, que continuam amigos depois da luta, mesmo porque passaram a maior parte do tempo abraçados”.



É realmente e brilhante esse escritor. Somente ele para ter essa percepção como poucos gênios. Só mesmo um Veríssimo para dar essa conotação ao boxe.




A partir disso, que eu transfiro tudo que foi escrito, até o momento, para o Futebol. Sim. Na verdade, para os Esquemas Táticos que são estabelecidos nesse Esporte. São tantos esquemas que se utilizam e se criam a todo instante, que chega uma hora e vira preocupação. Pois dentro de um time, como o Grêmio, por exemplo, por vezes, chega a confundir as cabeças dos jornalistas e de seus torcedores. Quando, não confundem, as de seus atletas, o que é bastante grave nessa altura do ano.







O técnico Paulo Autuori chegou ao Tricolor como solução. Bem verdade, que há pouco tempo. Mas não dá sinais de que definirá tão logo assim um esquema tático para a sua equipe. Celso Roth foi praticamente expulso do Olímpico. O Marcelo Rospide assumiu de forma interina, parecia manter o esquema de Roth. Mas, o mais agravante dessa situação de esquema tático, é que os jogadores são os mesmos, apesar da mudança de treinador. O que resta ao torcedor gremista é esperar para ver o que acontece, como que o clube se adaptará, enquanto é tempo, antes que seja tarde demais. Defina logo um esquema Grêmio, só isso que os torcedores pedem. Alguns deles: 3-5-2, 3-6-1 e 4-4-2. É só escolher um desses.




Diferente é o caso do Internacional, do treinador Tite, que está no time colorado há quase um ano. Um grupo de jogadores qualificados e, o principal, com esquema tático definido, o 4-4-2. Com esse esquema, eles estão mais do que adaptados, pois qualquer atleta do grupo vermelho que entra, vai bem, isso é fato. Os torcedores gostam e prestigiam o seu time a cada partida. Por que isso? Porque é fácil saber a resposta. Eles sabem a escalação e as alternativas variáveis que o time possui.



Por fim, em suma, cabe dizer que o Tetris, como um jogo estratégico, é, contudo assim como o Futebol e todos os seus Esquemas Táticos existentes. Enfim, aquele que for bem treinado e, principalmente, compreendido pelos atletas, podem ter certeza, que terão todo o sucesso no desenrolar das competições, ao menos. Havendo, ainda, a possibilidade também de sucesso no decorrer de todo ano. Boa sorte a dupla Gre-Nal!


Abraços, Daniel Miranda.

Polêmica vende jornal

"Todo gremista têm mania de perseguição. Todo gremista acha que está sendo roubado por todos os juízes, todo gremista pensa que a tabela o prejudica". Existe gremista que têm medo de externar as constatações verídicas de oposição ferrenha ao Tricolor, justamente pelo fato de ter que ouvir tais afirmações. Esse medo dever ser combatido, superado, deixado para trás. Que chamem o gremista de louco. Louco será até que parem de inventar uma polêmica por semana os senhores "enrustidos" da imprensa. Louco será o gremista até que o comentarista de arbitragem não enxergue apenas os lances de violência da Azenha. Louco será até que não se tenha um clube como parceiro e se defenda apenas os seus interesses e exalte apenas as suas qualidades. Souza pode até ir embora, e quem sabe ter concedido mesmo a tal entrevista (não creio), mas eu duvido que se fosse o Bolívar dizendo que ainda gostaria de mostrar bom futebol no Mônaco, a notícia ganharia tamanha proporção. "Iremos contra tudo e contra todos, pois querem matar o Imortal!!" Ah me desculpem. É só mais um louco gritando na Carlos Barbosa.

domingo, 7 de junho de 2009

O Roger Federer e o Internacional

O tenista suíço Roger Federer, de 28 anos, é um fenômeno. Isso que Federer é. Um fenômeno nas quadras de tênis. Neste domingo, em Paris, o suíço conquistou o único título e, na verdade, que estava faltando em sua sala de troféus, que é vasta, e também da sua brilhante carreira, pois levou o Grand Slam de Roland Garros.
Na final, Federer enfrentou o sueco Robin Soderling, vencendo por 3 sets a 0, com parciais de 6-1, 7-6 (7-1) e 6-4 em uma hora e 55 minutos. E, jogando muito e, contudo, sem dar chances ao seu adversário. Jogou com a maior autonomia. Autonomia, essa, de forma impecável, e só daqueles que sabem, assim, é claro, como ele.
Nas últimas três edições do Roland Garros, o suíço acabou sendo derrotado por aquele, que, quem sabe, seja o seu maior rival na atualidade, o espanhol Rafael Nadal. Então, era certo, que na cabeça de Federer, essa quarta final seguida no torneio, poderia sim, atormentá-lo de alguma forma. Pressioná-lo, sem duvida. Pois favorito ao Grand Slam, ele sempre foi e continuará sendo.
Federer foi aplaudido de pé pelo público presente, que reverenciou aquele que talvez seja o melhor tenista da história, que esteve sempre à frente no placar da decisão diante do sueco Soderling. No fim da partida, o suíço se emocionou e foi ovacionado pelo público na quadra Phillipe Chatrier.
Já na coletiva de imprensa, os jornalistas aguardavam por Federer que, quando adentrou a sala, foi aplaudido. Aplausos para aquele que, sem duvida, já está na história e entre os melhores tenistas de todos os tempos. Nem poderia ser diferente, pois o tenista, hoje, se encontra na segunda colocação no ranking mundial e conquistou 14 títulos no Grand Slam, igualando-se a Pete Sampras (para mim o melhor de todos), e entrando para o seleto grupo de seis jogadores que venceram os quatro dos Grandes Torneios – Aberto da Austrália, Roland Garros, Wimbledon e Aberto dos Unidos, que são: Roger Federer, os norte-americanos Andre Agassi e Donald Budge, os australianos Rod laver e Roy Emerson e o britânico Fred Perry.
E o INTER... Onde que entra o Inter no post, nessa história toda de tênis? Pois alguém fará essa pergunta. O que é natural. Então, no título, aparece o Inter, ao lado do nome de Federer. Aí que está e essa é a questão. O ano de 2009, contudo, é dos colorados, que estão comemorando o Centenário. Sim, são 100 anos de histórias e de conquistas importantes.
Quem, por acaso, não lembra do final do ano passado? Eu os relembro: vocês verão que o Inter venceu a Copa Sul Americana, título esse, que nenhum outro time brasileiro tem ou tinha até então. E, que, sempre foi desvalorizada por muitos clubes brasileiros, lembram?
Assim que o Inter conquistou esse caneco, as imagens rodaram o mundo. Rodaram devido a alta tecnologia, que é rápida. Os vídeos estavam soltos pela Internet. Pois em seguida, os vídeos também estampavam tudo que é site de informativo, é claro, esportivo.
Com isso, elas - as imagens – chegaram até Federer, que perdeu o sono. E, que ouso até escrever e tenho certeza, que Federer ficou impressionado com o que vira na tela do computador. Estarrecido, é claro, ele ficou. O suíço apreciou ao olhá-las e gostou muito do que viu. Viu que o Inter ganhou em meio a uma prorrogação, nunca desistindo de jogar e ganhar a Copa. Os vermelhos acreditavam até o fim. Afinal, era o único time que valorizou essa competição, por isso, tinha que vencer e venceu.
Por tudo isso que aconteceu, que o Roger Federer, hoje, é que nem o Internacional, os dois são campeões! É, de fato, de verdade, esses dois, Inter e Federer, uns legítimos Campeões de Tudo!!!
Obrigado, a Federer e o meu Internacional... Grandíssimos Campeões de Tudo!

Abraços, Daniel Miranda.

terça-feira, 2 de junho de 2009

BRASIL: 15 anos do Tetracampeonato Mundial


O ano de 2009 é um ano importante para a história geral do Futebol. Na verdade, o futebol em si, além de ser uma paixão de quase todas as pessoas no mundo, aqui no Brasil, especificamente, ele traz na sua trajetória diversas conquistas. Só os brasileiros têm cinco títulos mundiais (1958, 1962, 1970, 1994 e 2002). Mas, sobretudo, nesse 2009, nós comemoramos 15 anos do tetracampeonato mundial, e de forma invicta, na XV Copa do Mundo da história, essa por sua vez, disputada nos Estados Unidos em 1994.

É, contudo, especial também ao estado do Rio Grande do Sul (RS), ou a sua metade, vermelha e branca, por causa do centenário do Sport Club Internacional. E, outro fator importante, é o capitão do Tetra e hoje, atual treinador da Seleção Brasileira, Dunga, e mais o goleiro Taffarel, ambos terem sido criados na categoria de base do clube do povo e por serem figuras não menos importantes do que outros jogadores nesse título. Mas esses atletas, assim como o Inter, são apenas detalhes relevantes deste texto. Aqui, no post, o que prevalecerá é a conquista brasileira nos EUA e, a partir das minhas lembranças, que começam agora, neste instante.


Eu, na época da Copa do Mundo, tinha apenas 12 anos de idade. Lembro-me bem, até parece que foi ontem. Um jovem menino que estudava e jogava bola. Um adolescente, um guri. É isso que eu era, definitivamente. Um guri com os brilhos nos olhos. Olhos esses, que enxergavam na bola, podendo ela ser rolada pelas ruas, quadra esportiva, campos e em qualquer lugar, a possibilidade de um futuro promissor, assim como foi na vida daqueles craques (como Bebeto, Romário, Raí e entre outros), que pude vê-los e com o maior prazer, através da TV, ganhando um título para o nosso país.




Na Seleção de 1994, eu admirava a garra do capitão Dunga. Além, é claro, de seus desarmes e passes de média e longa distância. Naquela altura, caso eu fosse um jogador de futebol, já tinha definido que seria um volante. Sim, eu seria, contudo, um outro Dunga possivelmente. A partir disso, eu comecei a treinar e usar as duas pernas para chutar e lançar quando jogava uma bolinha com os amigos. Fui, aos poucos, me aperfeiçoando. O que valeu a pena.


A nossa dupla de atacantes era Bebeto e Romário. Que dupla essa, nem se fala, a sincronia mais do que perfeita, apesar de ambos não serem altos. O Romário que diga. O baixinho do time. Eu ali, sentado em frente à TV, enquanto torcia loucamente pelo Brasil, comecei a entender e ver que o futebol não precisava você ser: alto, médio ou baixo, que seja nessa ordem, o importante era você saber jogá-lo. E jogar como eles – Bebeto e Romário - jogaram nessa Copa, de fato, é para poucos.










No jogo contra os EUA, ficou comprovado isso. Ainda mais jogando na casa dos americanos, e no dia 04 de Julho, Dia da Independência Americana (lembram do filme com o Tom Cruise – Nascido em 04 de Julho), pois é, o Brasil venceu por 1 a 0 pelas oitavas de finais, com gol de Bebeto, com passe preciso de Romário, e um agradecimento mais do que especial:- Eu te amo! Isso foi o que disse Bebeto, e com todas as letras, antes de abraçar Romário na comemoração do gol. Um bonito e importantíssimo gol, assim como o seu gesto de gratidão ao amigo.






Ainda nesse ano, eu jogava bola nos finais de semana, no Colégio Assunção. Às vezes, rolava uns treinos durante a semana, terça ou quinta, sempre à noite. Era um colégio particular, o Assunção, e bem próximo de minha casa. O campo que tinha nessa escola era um de onze. O tradicional campão, como nós a gurizada chamávamos. Porém, no seu meio, areia. Na lateral, grama.



Eu jogava de volante, lateral e zagueiro. Ao menos, eu tentava. Gostava demais era ser volante. O número 5. Como eu queria, recordo e muito, ser o primeiro homem do meio campo, o da meia cancha e tal. Às vezes, eu era ele. Pois no meio campo, você nunca fica sem jogar e sem tocar na bola, na verdade. E outra, no meio do campo, você não fica sem jogar por um único instante. Você, primeiramente, marca no meio campo. Normalmente, marca o melhor jogador do time adversário, o camisa 10. Depois, você sai para o jogo. E, nada melhor, do que sair pro jogo.



Por ventura, eu investia algumas subidas ao ataque. Chegando a frente, tu podes fazer um gol que outro. Isso eu tentava. Pouco, mas tentava. Eu sonhava com isso. Imaginava pegando em cheio na bola. Quero dizer, na veia. A bola vindo pelo ar em minha direção, na sobra de um rebote, em um dos nossos ataques. Eu, na meia lua da grande área, que nem um “a lá” Zinedine Zidane (jogador francês de quem sou muito fã e o melhor que eu vi jogar), na final da Champions League de 2002, quando pelo Real Madrid, fez um golaço digno da sua grandeza e categoria, contra o Bayer Leverkusen (na imagem abaixo). Ele, vestia a 5 do Real, projetou o seu corpo, de forma que só poucos craques sabem fazer, e assim como ele mesmo só poderia fazer, e de virada, num movimento acrobático, todo perfeito, emendou de esquerda, no ângulo do goleiro alemão Oliver Kahn, que sem chances, viu a bola morrer no fundo de suas redes. Um gênio, esse Zidane. Real Madrid era Campeão da Liga daquele ano. Eu, no lugar de Zidane, queria estar para fazer aquilo que ele fez. Mas aquilo, hoje, eu entendo e muito bem, é só para craques como ele foi e para mim, ainda é. Enquanto isso, eu fico no sonho, na minha imaginação, de um dia ter feito o que fez o meu ídolo do futebol. Portanto, como me aventurava pouco ao ataque, só me restou ficar na função defensiva, onde eu quebrava o maior “galho”.



Toda essa história que eu fiz, descrevi na verdade, ela aconteceu e que me deixou e deixa muitas saudades... Assim como foi a Copa do Mundo de 1994. Nessa Copa, o treinador da nossa Seleção Brasileira era Carlos Alberto Parreira. O técnico convocou os seguintes jogadores (junto dos nomes as numerações utilizadas):

1 Taffarel - 2 Jorginho - 3 Ricardo Rocha - 4 Ronaldão - 5 Mauro Silva - 6 Branco - 7 Bebeto - 8 Dunga - 9 Zinho - 10 Raí - 11 Romário - 12 Zetti - 13 Aldair - 14 Cafu - 15 Márcio Santos - 16 Leonardo - 17 Mazinho - 18 Paulo Sérgio - 19 Müller - 20 Ronaldo - 21 Viola - 22 Gilmar.


Por fim, essa competição de 1994, de fato, foi a minha primeira Copa do Mundo. E, que me lembro bem, desde que me conheço por gente. Ainda bem, pois eu estreei com o pé direito. Conquistando, contudo, o Tetracampeonato Mundial.


Valeu Brasil, meus parabéns, e ao Inter também, pelo seu Centenário!

Abraços, Daniel Miranda

terça-feira, 26 de maio de 2009

Futebol da superação

Há exato um ano, eu publicava esse mesmo texto no meu Blog. É, eu tive um Blog gente. Na verdade, um Blog que eu dividia com a minha ex namorada. Porém, desfeito, como são as coisas ao longo da vida, querendo ou não. Mas bola pra frente... Vamos em busca de marcar outros gols , ou melhor, um golaço. E eu quero!!!




Era manhã de um sábado, do dia 17 de maio de 2008, eu levantei cedo e fui procurar algo pendente, além de tomar o meu café. Estava preocupado com que eu iria fazer naquelas primeiras horas da manhã. Não fazia a mínima idéia do que pudesse ser aquelas, que se tornariam, belas horas. Até que então, me deu um “clarão”. Eu resolvi ir ao IPA – onde eu estudo Jornalismo – para dar andamento em alguns de meus trabalhos acadêmicos.






Chegando lá, eu me dirigi até o ginásio. Lembrei-me que teria um treino de futsal dos atletas portadores de deficiência visual. “Ah, que show de bola”, esbravejei. A partir desse instante, que surgiram as belas horas citadas anteriormente.





Adentrei o ginásio e fiquei ali sentado nos bancos e esperando o professor Jerri Ribeiro, do curso de Educação Física do IPA, chegar – mais tarde, eu soube que ele não apareceria no local. Mas não havia problema, eu tinha que fazer as minhas tarefas. Então, permaneci sentado e comecei a analisar os atletas entrando em quadra. Daí pensei:
- Que bacana, o companheirismo e a atenção deles um com outro. É algo inacreditável. E o mais importante eu pude perceber, que eles se respeitam acima de tudo.



Apesar de todas as dificuldades que eles passam, acabam encontrando no Esporte um caminho para tocarem as suas vidas adiantes e não se sentirem excluídos na nossa sociedade, que é preconceituosa, por que não dizer, muito individualista.




Entre aqueles jogadores que estavam treinando, encontrava-se Ricardo Alves, conhecido popularmente por Ricardinho, jovem atleta de 19 anos da Seleção Brasileira de Futebol 5, e um dos melhores do mundo na modalidade. Eu apaixonado por Futebol e poder estar presenciando aquele treino, foi algo sublime a esse rapaz, que um dia pensou durante a sua infância e adolescência em ser um jogador. Entretanto, assistir ao treino, me fez bem demais naquele final de semana. Pois aprendi a lidar com as diferenças.




Imaginar que essas pessoas, apesar de enfrentarem o problema visual, conseguem andar, correr, falar e ouvir como nós, demonstrando que o normal é ser diferente. Mas, por fim, para cada um daqueles atletas, ou melhor, seres humanos, que os seus dias sejam diferentes e melhores do que os outros. Na verdade, é um sinal de que o bom de viver é estar vivo, para que assim, e a cada sol que nascer, eles possam marcar e, principalmente, comemorar com alegria um novo golaço.


OBS: Agradecimentos a Ana Paula Megiolaro (professora) e ao Dudu Purper (meu colega e amigo, com qual eu aprendo muito a cada dia que passa).

Abraços, Daniel Miranda

Um baita findi

Deu tudo certo para os gaúchos no fim de semana. Das séries A a C todos os representantes dos pampas se deram bem. Destaque para a estréia de Autuori no Grêmio e também estréia do Caxias na série C. No Olímpico o que se viu foi um Tricolor mais solto, com Tcheco tendo mais liberdade e os laterais resguardando mais os flancos. Depois de um primeiro tempo cheio de oportunidades desperdiçadas, na segunda etapa os gols finalmente apareceram. Primeiro no biquinho a la Romário de Jonas e depois na bela triangulação entre Douglas Costa, Máxi Lopez e a conclusão de Fábio Santos. Aliás eu continuo achando que este rapaz é o ponto fraco do Grêmio, mas parece que por enquanto é o que nos resta. Jadílson até do banco ficou fora por suposta falta de entrega nos treinos. Quarta-feira é a vez de retomar a Copa como prioridade e o Caracas é o adversário do momento. Um bom resultado fora pode garantir alívio para um decisão que mesmo no Monumental não terá Victor.

II

O Colorado foi ao Serra Dourada e com um misto quente venceu o Goiás numa bela cabeçada de Taison. O garoto vermelho já até sonha com a artilharia do certame nacional. O Inter vai muitas vezes contando com a sorte na temporada, uma vez que foi pressionado pela time do altiplano e não sofreu tentos. Com os titulares a disposição, menos Guiñazu, o time da Padre Cacique recebe na quarta o Coritiba que, sem Marcelinho Paraíba, deverá fechar-se na defesa e explorar os contragolpes. O Juventude venceu a primeira na série B, 2x0 em casa no ABC. Bom resultado e esperança a Papada de quem sabe a luta por uma vaga na elite de nosso futebol. Depois de ser vergonhosamente humilhado pelo Inter e ainda perder o título do Interior para o Ypiranga, a equipe do Caxias conseguiu estrear bem na Terceirona. Um 2x1 fora de casa no Marcílio Dias que dá confiança para começar bem a arrancada rumo ao acesso. Libertadores, Copa do Brasil, semana decisiva!!

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Dudu no AF, e eu, no Futebol

Há duas semanas, eu estive com o meu colega de faculdade Eduardo Purper – conhecido como Dudu, no Atlântida Festival (AF), evento realizado pela Rádio Atlântida, aqui de Porto Alegre. Lá estávamos ambos no Pavilhão da FIERGS desde as 17 horas do dia 08 de maio.




Na verdade, o Dudu já havia adquirido seu ingresso, de forma antecipada, para a área VIP. Enquanto, eu nem pensava em ir a tal lugar, até ele ter me feito o convite em sala de aula, na semana do AF. Então, decidi que iria. E, eu fui. Entrei como acompanhante do mesmo.



Os shows do AF contaram com diversas atrações, entre eles: Claus e Vanessa – que abriram a tarde e noite do evento, além de NX Zero, Capital Inicial, Armandinho, Charlie Brown, Reação em Cadeia e etc. Dudu confessou-me em querer ver, em especial, ao show do Armandinho, que fora a última apresentação. Eu queria e tão somente assistir ao Capital Inicial. Contudo assistimos a tudo, de fato.




Observação: Fotografei, inclusive, o Dudu com um dos comunicadores da Rádio Atlântida, o Marcos Piangers, e ao fundo, a bandeira do Inter, sendo que o Dudu, é um legítimo gremista e de coração...



Eu estava acompanhando o Dudu, como dissera, mas na verdade, com o desenrolar dos shows, eu fiquei a observá-lo. Sim, observei por diversas vezes. Ele estava muito alegre e, também, feliz demais. Uma alegria só por estar ali, naquele pequeno espaço reservado a ele e, também, aos demais com alguma deficiência motora. Dudu cantava, berrava, queria ser notado e, por isso, se balançava em sua cadeira incansavelmente que, por vezes, parecia até uma criança num balanço de uma praça qualquer, conforme as canções eram executadas pelos artistas no palco, que estavam tão próximos dele.




Aquilo tudo acontecendo aos meus olhos nus, ficaram registrados e gravados na memória, fazendo com que o tempo passasse, e assim, que passou, eu pudesse dizer, ou melhor, escrever que vê-lo nos shows, é como eu fico num estádio de futebol, completamente enlouquecido. Porém, não fora de controle.



Não que o Dudu ficasse ou fique fora de controle. Mas ele, em algumas vezes, dava essa impressão. Como foi no caso, numa das músicas da Reação em Cadeia, que tenho certeza absoluta, enquanto Dudu cantava, ele cantou e lembrou de outro colega nosso, o Rodrigo Vieira, o qual é fã da banda. Não sei certo, senão é fã do vocalista Jonathan Corrêa, propriamente dito. Não é mesmo Rodrigo?



Relatei essa breve história, por que eu tenho falado com o Dudu, se por acaso, ele já havia escrito a sua crônica dos shows no AF. Até então, eu soube que não. Portanto, aqui nesse espaço, aproveito e faço a minha, não é Dudu?



E, por fim, lembro, ainda, que eu nos jogos do meu time do coração: canto, torço, berro, xingo e comemoro gols e muitos gols, que tem sido uma rotina agradável, assim como ele nos shows... Valeu Dudu, até a próxima...

Abraços, Daniel Miranda